Por exemplo: um cliente do ramo de turismo quer desenvolver um app para celular que permita fazer reservas em hotéis e passeios de uma determinada cidade. O processo ideal prevê, antes de tudo, entrevistar esse cliente para saber o que ele quer. Depois, conversar com alguns potenciais usuários do app, de perfis diferentes, para entender suas expectativas e como se comportariam com tal serviço.

A partir destas observações, as principais tarefas e funcionalidades do serviço podem ser definidas e prototipadas, permitindo que a interação seja validada com seus futuros usuários sem maiores esforços de desenvolvimento.

Vantagens da prototipação de software

Ao contrário de um produto final – ou mesmo de um MVP (produto mínimo viável) – o protótipo pode ser entregue em um curto espaço de tempo, conforme o projeto. Isso porque seu principal propósito é o teste do fluxo do serviço e suas funcionalidades, sem precisar de pouca ou nenhuma integração com banco de dados ou tarefas complexas de desenvolvimento e design visual.

O protótipo pode ser testado por um grupo focal, formado pelo cliente e seus parceiros mais próximos, avaliando sua aceitação e se a principal tarefa do produto possui algum furo ou espaço para melhorias. Nessa fase também se leva em conta as diferentes plataformas em que o produto será disponibilizado (mobile, tablet e desktop, por exemplo) para que tais testes possam apresentar resultados mais eficientes.

Finalizado o processo de aprovação, é possível criar a partir de um protótipo bem estruturado uma documentação precisa antes de passar o projeto para a fase de desenvolvimento. Isso porque a erros que poderiam aparecer durante a execução do produto poderão ser identificados na etapa de prototipação.

O resultado é uma entrega mais rápida, com menos falhas técnicas e de usabilidade.

Tipo de protótipos

Existem dois tipos básicos de protótipos: o de baixa fidelidade e de alta fidelidade.

Baixa fidelidade: é o primeiro passo para tirar a ideia do papel. É o início da documentação do projeto, que pode ser até um desenho feito à mão, com o esqueleto do serviço, definindo a hierarquia e a distribuição das informações e funcionalidades.

Esse tipo de protótipo pode ser apenas um guia para o desenvolvimento de um protótipo de alta fidelidade. Sua principal característica é a rapidez que permite o alinhamento das expectativas de todos os envolvidos, motivo pelo qual o desenho feito à mão é a preferência de muitos designers e desenvolvedores.

Alta fidelidade: quando os projetos já estão em produção mas demandam alguma otimização ou reorganização de suas funcionalidades, já é possível pular para a fase do protótipo de alta fidelidade.

O caso de um e-commerce B2B que foi nosso cliente é um bom exemplo. Eles tinham uma loja virtual já em produção, e a equipe interna já tinha identificado erros e falhas de navegação.

Quando a empresa nos contratou, fizemos uma avaliação heurística e escutamos as avaliações dos usuários do e-commerce, observando a navegação de quem iria usar a plataforma. A partir disso, foi criado um protótipo navegável, que validava as regras de negócio, a responsividade, os princípios da arquitetura da informação, a apresentação do conteúdo e todas as outras funcionalidades – mas não era possível concluir vendas nem havia design final.

Nesse caso, o protótipo foi usado como ferramenta de testes do usuário e do e-commerce que contratou o serviço, sem fazer código e sem design visual, em metade do tempo que levaria para fazer um MVP.